Terapia para autoestima e autocrítica
Tem gente que fala consigo mesma de um jeito que jamais falaria com um amigo. Se a sua voz interna é dura, impaciente e impossível de agradar, a terapia é o espaço para entender de onde ela veio — e para construir uma relação mais justa com você.
Como a autocrítica costuma operar
Reconhecer o padrão é o primeiro movimento. Você não precisa marcar todos os itens — um já é motivo suficiente para conversar.
- Refazer conversas de cabeça, procurando o que você 'falou errado'
- Dificuldade de aceitar elogios sem desconfiar ou minimizar
- Comparação constante com colegas, amigos, desconhecidos da internet
- Medo de tentar coisas novas para não 'passar vergonha'
- Sensação de fraude: 'uma hora vão descobrir que não sou tão bom assim'
- Perfeccionismo que trava entregas e decisões
- Pedir desculpas o tempo todo, até sem motivo
- Colocar as necessidades de todo mundo antes das suas
Como a terapia ajuda
Três frentes que costumam organizar o processo — sempre ajustadas à sua história.
Conhecer o crítico
Investigamos a origem dessa voz — experiências, exigências e comparações que a moldaram — e o papel que ela acha que cumpre na sua vida.
Separar fato de julgamento
Com ferramentas da TCC, você aprende a distinguir avaliações realistas de sentenças automáticas, e a responder a elas em vez de apenas obedecê-las.
Praticar outra postura
Autoestima não se constrói por afirmação positiva, e sim por experiências: agir com autocompaixão, sustentar limites e colecionar evidências de competência.
Perguntas frequentes sobre autoestima e autocrítica
A infância costuma ter peso, mas não é a única fonte. Relações abusivas, ambientes de trabalho tóxicos, comparações nas redes sociais e experiências de fracasso também moldam a autoimagem. Na terapia, olhamos para a sua história específica, sem fórmulas prontas.
Não. Autoestima saudável não é arrogância — é uma avaliação realista de si, que comporta qualidades e limitações sem colapsar em nenhum extremo. Pessoas com boa autoestima erram, reconhecem e seguem; é disso que se trata.
Sim, e é uma das queixas mais comuns no consultório. Trabalhamos as crenças de fraude, o hábito de atribuir conquistas à sorte e o medo da exposição — com resultados bastante consistentes na prática clínica.
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Outras questões que atendo
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